Os estudantes do curso de Direito da Universidade Guarulhos (UNG) participaram do Júri Simulado, realizado no Salão do Júri, no Palácio da Justiça, em São Paulo. A atividade proporcionou aos discentes a oportunidade de aplicarem, na prática, os conhecimentos adquiridos ao longo da graduação em uma experiência que reproduziu as etapas e os desafios de um julgamento real.
O diretor de Área da UNG, Marcelo Rosa, esteve presente no evento representando o reitor da Universidade, Yuri Neiman. Também estiveram com os discentes na atividade a coordenadora do curso de Direito, Andressa Henriques, e a professora Gabriella Silvestre Pegoraro, que conduziu a sessão e os participantes à experiência.
Antes do início dos trabalhos, os alunos conheceram o tradicional Salão dos Passos Perdidos, espaço que antecede os principais ambientes de deliberação em edifícios de grande importância institucional, como tribunais, parlamentos e palácios de justiça. O local antecede o Salão do Júri e faz parte da história do judiciário paulista.
Durante o simulado, os participantes atuaram em diferentes funções, assumindo os papéis de advogados, promotores, testemunhas, jurados e réu. A prática teve como base um caso fictício de duplo homicídio, ocorrido em 1999, e envolveu sustentações orais, depoimentos de testemunhas e deliberação do conselho de sentença. Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese acusatória e decidiram pela condenação do réu por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe e pelo uso de meio que impossibilitou a defesa da vítima.
A coordenadora do curso de Direito da UNG, Andressa Henriques, acompanhou toda a atividade e enfatizou a importância de iniciativas que aproximam os estudantes da realidade profissional. Segundo ela, a prática é um elemento essencial na formação acadêmica. “A importância desse evento é justamente trazer a prática para a sala de aula. Não adianta o discente ter acesso apenas à teoria. Ele precisa ter esse contato e vivenciar efetivamente o processo”, afirmou.
A estudante do quinto semestre do curso de Direito da UNG, Kelly Barbosa, destacou o impacto da iniciativa para o desenvolvimento dos futuros profissionais. “Essa foi uma experiência incrível. Poder viver e sentir, na prática, tudo o que aprendemos e realizaremos como futuros advogados é uma atividade importante. Estar presente no simulado, no papel de jurada, foi muito gratificante”, frisou.
Para a professora Gabriella Silvestre Pegoraro, realizar a atividade em um espaço tão simbólico para a área jurídica tornou a experiência mais significativa. “Estar no berço do Direito Penal, em um tribunal do júri que já recebeu tantos casos reais, é uma experiência excepcional. Participar desse projeto auxilia os alunos na condução de sua carreira”, enfatizou.



