Capital concentra 36 registros; Guarulhos também contabiliza caso da doença e autoridades reforçam importância da vacinação
O estado de São Paulo chegou a 40 casos confirmados de sarampo em 2026, após a identificação de três novos pacientes na capital paulista. Os dados são do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP) e reforçam o alerta das autoridades de saúde para a importância da vacinação.
Os três novos casos são de dois homens, de 18 e 21 anos, e de uma bebê de 1 ano. Todos moram na cidade de São Paulo e estão relacionados a cadeias de transmissão que já vinham sendo acompanhadas pelas equipes de vigilância desde junho.
Apesar dos novos diagnósticos, o monitoramento realizado pelas equipes municipais e estaduais indica tendência de redução da transmissão do vírus. Até o momento, nenhum dos 40 pacientes confirmados no estado morreu em decorrência da doença.
Guarulhos tem caso confirmado
Dos 40 registros contabilizados no estado, 36 estão na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo, um em Santo André e um em Guarulhos.
Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, as equipes de vigilância acompanham a situação para avaliar a possibilidade de encerramento das cadeias de transmissão relacionadas aos casos registrados nesses municípios.
Para uma cadeia ser considerada interrompida, é necessário permanecer 90 dias — ou 12 semanas — sem a identificação de um novo caso relacionado. Durante esse período, continuam as investigações de casos suspeitos, o rastreamento de contatos e outras ações de vigilância.
Maioria dos pacientes não estava com vacinação completa
Um dos dados que mais chama a atenção é a situação vacinal dos pacientes. Entre os 40 casos registrados em São Paulo neste ano, 30 ocorreram em pessoas sem registro de vacinação contra o sarampo ou com esquema vacinal incompleto.
Entre os três pacientes mais recentes, o homem de 21 anos e a bebê de 1 ano tinham registro de uma dose da vacina. Já o paciente de 18 anos não possuía registro de imunização.
Cerca de 60% dos casos registrados no estado ocorreram em crianças menores de 2 anos, faixa etária considerada mais vulnerável às complicações provocadas pela doença.
Vacinação é principal forma de prevenção
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida principalmente por partículas respiratórias. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus antes mesmo do aparecimento das manchas avermelhadas características da doença.
A principal forma de prevenção é a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba



