Caracas — Em uma escalada dramática de tensão militar, os Estados Unidos lançaram na madrugada deste sábado (3) uma série de ataques aéreos e operações militares contra alvos no território venezuelano, incluindo a capital Caracas e outras regiões estratégicas. Segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, a ofensiva resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que teriam sido retirados do país por via aérea.
Explosões foram relatadas por testemunhas e veículos de imprensa logo nas primeiras horas do dia, com relatos de aviões e colunas de fumaça sobre a cidade. O ataque teria atingido instalações militares, bases aéreas e infraestrutura estratégica venezuelana.
O anúncio de Trump e o motivo oficial
Trump afirmou em suas redes sociais que a operação foi um “ataque de grande escala” executado em conjunto com forças de segurança dos EUA, com o objetivo de neutralizar o que classificou como um governo envolvido em narcoterrorismo e atividades criminosas transnacionais.
A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, declarou que Maduro e sua esposa serão acusados formalmente nos tribunais americanas em Nova York, onde deverão responder por acusações relacionadas a tráfico de drogas e crimes associados ao regime.
Reações de Caracas e da comunidade internacional
O governo venezuelano declarou estado de emergência e denunciou os ataques como uma “agressão militar gravíssima” e violação da soberania nacional, exigindo que os EUA comprovem a vida de Maduro e de sua esposa.
A ofensiva provocou reações fortes em todo o mundo:
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Brasil: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os ataques e a captura de Maduro “ultrapassam uma linha inaceitável” e constituem uma afronta à soberania de um país vizinho, alertando para o risco de precedentes perigosos no cenário internacional.
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Colômbia: O governo enviou forças armadas à fronteira em preparação para um possível fluxo de refugiados e descreveu o ataque como uma ameaça à paz regional.
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Cuba, Rússia e Irã: Criticaram duramente a ação dos EUA, classificando-a como violação do direito internacional.
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Argentina (presidente Javier Milei): Celebrou a captura de Maduro como um avanço para a liberdade e a segurança no continente.
Contexto de meses de tensão
As tensões entre Washington e Caracas vinham crescendo desde 2025, com os EUA intensificando sanções econômicas, oferecendo recompensas por informações que levassem à captura de Maduro, e realizando ataques contra embarcações e supostas redes de narcotráfico vinculadas ao regime.
Analistas observam que a operação representa uma das intervenções militares mais profundas dos EUA em solo estrangeiro em décadas, ampliando um conflito que já afetava as relações diplomáticas e econômicas entre os dois países.
O futuro incerto de Venezuela
Com Maduro sob custódia americana e prestes a enfrentar julgamento nos Estados Unidos, permanece incerto quem assumirá o poder em Caracas, como será gerida a crise política e humanitária no país, e quais serão os desdobramentos diplomáticos e militares na América Latina e além.



