o comuns nesse público. “São pessoas que não dormem, têm insônia e um nível de ansiedade altíssimo”.
Por isso, o coletivo utiliza eventos, como caminhadas e exposições, para prestar informações ao público. Inclusive no carnaval.
Aliás, ela testemunha que os sons têm valor terapêutico. No caso de sua mãe e de outras cuidadoras, as letras das músicas foram uma das últimas memórias perdidas.
Na casa de Márcia Uchôa, de 69 anos, a mãe, Maria, de 96, que também tem diagnóstico de Alzheimer, ama a música e o crochê.
Só não apareceu na folia com receio da gripe. Chovia em Brasília neste domingo.
“A gente precisa se cuidar e o carnaval está dentro da gente”, afirma.
Contra preconceitos
Ao lado da festa do Filhas da Mãe, outro coletivo local, Me chame pelo nome, desfilava alegria em nome da causa anti capacitista com uma fanfarra formada por pessoas com deficiência.
Segundo a servidora pública Aline Zeymer, uma das coordenadoras do grupo, esse será o segundo carnaval do grupo com o intuito de combater o preconceito, além de promover resistência e cuidado pelo caminho da arte.



