Marcha pela Democracia contou com movimentos sociais, estudantes e participação do presidente, que destacou propostas sobre trabalho e segurança pública às vésperas do segundo turno.
Milhares de pessoas ocuparam a Avenida Paulista, na região central de São Paulo, neste domingo (11), durante uma manifestação em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O evento, denominado “Marcha pela Democracia”, reuniu movimentos sociais, organizações estudantis, torcidas de futebol e apoiadores do candidato, que participou do ato e discursou em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP).
A mobilização foi organizada de maneira independente por diferentes grupos, incluindo comunidades de fãs de artistas internacionais, como Lady Gaga, Beyoncé, Taylor Swift e o grupo sul-coreano BTS. Integrantes de torcidas organizadas de Palmeiras e Corinthians também participaram da convocação, assim como representantes da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo.
Durante a manifestação, Lula afirmou que os próximos dias serão importantes para a disputa presidencial, especialmente diante das discussões no Congresso Nacional. Entre os temas abordados pelo presidente esteve a proposta de encerramento da escala de trabalho 6×1, cuja votação no Senado está prevista para quarta-feira (14).
O candidato questionou o posicionamento do Partido Liberal (PL), legenda de seu adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro, em relação à proposta que pretende ampliar o período de descanso dos trabalhadores.
Segurança pública e economia entram no discurso
Outro assunto destacado por Lula foi a segurança pública. O presidente defendeu o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que prevê mudanças na atuação do governo federal no combate à criminalidade.
Segundo o petista, a iniciativa permitiria uma participação mais direta da União nas políticas de segurança, com maior articulação entre as diferentes esferas de governo.
Na área econômica, Lula criticou a proposta de redução de despesas públicas defendida por Flávio Bolsonaro, chamada de “tesouraço”. O presidente afirmou que eventuais cortes poderiam atingir programas sociais e direitos de trabalhadores e aposentados. As declarações ocorreram no contexto das divergências entre os candidatos sobre as prioridades fiscais e sociais do próximo governo.
Mobilização busca ampliar participação dos eleitores
Durante seu pronunciamento, Lula também abordou a abstenção registrada no primeiro turno das eleições presidenciais, realizado em 4 de outubro. Segundo os dados apresentados, 21,08% dos eleitores não compareceram às urnas.
O presidente fez um apelo especialmente aos cidadãos com mais de 70 anos, para os quais o voto é facultativo, destacando a importância da participação no processo eleitoral.
A manifestação ocorreu em meio à intensificação das campanhas para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, quando Lula e Flávio Bolsonaro disputarão a Presidência da República.
Atos também ocorreram em outras cidades
Além de São Paulo, manifestações em apoio à candidatura de Lula foram realizadas em diferentes regiões do país. No Rio de Janeiro, apoiadores se reuniram em Copacabana e Niterói. Também foram registrados atos em Belo Horizonte, Salvador, Goiânia, Brasília e Maceió.
Em algumas dessas mobilizações, os participantes defenderam o fim da escala 6×1 e apresentaram reivindicações relacionadas aos direitos trabalhistas e às políticas sociais.
A concentração na Avenida Paulista marcou mais um evento da campanha presidencial nesta reta final das eleições de 2026, período em que os candidatos intensificam agendas públicas e encontros com apoiadores em busca de votos para o segundo turno.



