Investigação aponta uso de banco digital para movimentar dinheiro e tentar administrar tributos municipais.
Quatro pessoas foram presas nesta segunda-feira (27) durante a Operação Contaminatio, realizada pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes. A ação investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em prefeituras e campanhas políticas em cidades da Grande São Paulo e do litoral paulista.
Entre os presos nesta segunda estão Joel Ferreira de Souza e Thiago Rocha de Paula, que já foi vereador em Santo André. A Câmara de Santo André informou que Thiago Rocha exerceu mandato na condição de 3º suplente de vereador por 20 dias por conta do licenciamento do titular da cadeira. A Polícia Civil informou que os nomes de outros dois homens presos ainda não serão divulgados.
Além das prisões realizadas nesta segunda, outro homem identificado como João Gabriel de Mello Yamawaki, apontado pela polícia como dono da fintech usada no esquema, também foi preso. A identidade de mais um investigado detido anteriormente ainda não foi divulgada.
Durante a operação, também foram apreendidos três carros de luxo, que estão na delegacia da Dise, em Mogi das Cruzes: um BYD Song Plus, um Toyota SW4 e um Lexus NX. Além dos veículos, os policiais recolheram equipamentos eletrônicos. Segundo o delegado da Dise de Mogi das Cruzes, Fabricio Intelizano, os presos são apontados como os principais responsáveis pelo esquema.
“O papel deles era de articulação política, de contatos políticos, bem como de financiamento, de lavagem de dinheiro e de colocação de dinheiro em circulação”, afirmou o delegado.
Segundo a polícia, os suspeitos ainda não apresentaram defesa.
A Câmara Municipal de Santo André informou que “Thiago Rocha de Paula exerceu mandato na condição de 3º suplente de vereador, exclusivamente no período de 5 a 25 de maio de 2022, totalizando 20 (vinte) dias, em virtude de licenciamento do titular da cadeira. Desde então, não mantém qualquer vínculo funcional ou político com esta Casa Legislativa.
Durante o breve período em que esteve no exercício do mandato, Thiago Rocha de Paula não participou de processos de contratação, licitação ou decisões estratégicas de competência administrativa da Câmara Municipal de Santo André.
Os registros funcionais e administrativos da Câmara estão à disposição dos órgãos de controle e de investigação para consulta a qualquer tempo.”



