A operação integrada entre Semil, polícias e prefeituras reforça a proteção do corredor ecológico entre as serras da Cantareira e da Mantiqueira, enquanto o geopatrulhamento e drones auxiliarão futuros monitoramentos na reserva
O governo do Estado de São Paulo, por meio dos Grupos de Fiscalização Integrada (GFIs) Alto Juquery e Alto Tietê Cabeceiras – coordenados pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) – realizou na manhã desta terça-feira (21) uma operação de demolição de cinco construções irregulares em área de preservação de mananciais do Parque Estadual Itaberaba, entre os municípios de Guarulhos e Santa Isabel, na Grande São Paulo. A ação ainda resultou na aplicação de duas multas, que somam R$ 10 mil, contra os responsáveis pelas obras.
As edificações, que estavam desocupadas, integravam um loteamento clandestino na região do parque. Embora já tivessem sido embargadas pela Polícia Militar Ambiental em fiscalizações anteriores – ocasião em que os infratores já haviam sido notificados –, os serviços foram retomados, o que motivou a nova intervenção do Estado. Além da demolição, foram instaurados procedimentos administrativos e criminais para responsabilização dos envolvidos.
Com 15 mil hectares de Mata Atlântica preservada, o Parque Itaberaba é considerado estratégico pelo governo paulista por funcionar como corredor ecológico entre as serras da Cantareira e da Mantiqueira, além de abrigar nascentes que abastecem a região metropolitana e espécies da fauna e da flora ameaçadas de extinção.
A força-tarefa, articulada pela Semil e pelas GFIs Alto Tietê Cabeceiras e Alto Juquery, reuniu, sob coordenação do Estado, equipes da Cetesb, das polícias Militar Ambiental e Civil, das prefeituras de Guarulhos e Santa Isabel, da Fundação Florestal, do Creci, do CREA e de concessionárias de energia. O governo estadual mobilizou policiais ambientais, viaturas, drones para registro de imagens e uma equipe de geopatrulhamento para dar suporte a futuros monitoramentos.
A coordenadora do GFI Alto Tietê, Carolina de Paula Lima, afirmou que o Estado já tem na mira os vendedores e as empresas suspeitas de atuar nesse tipo de parcelamento clandestino na região. “A compra, a venda e qualquer tipo de negociação na área da unidade de conservação configuram crime ambiental. Ainda não identificamos os proprietários dos terrenos, mas sabemos quem são os vendedores e as empresas envolvidas”, declarou.
A 1ª tenente da Polícia Militar Ambiental, Roberta Bui de Souza, destacou o papel coordenador do governo estadual na proteção dos mananciais. “O GFI trabalha com o objetivo de proteger o meio ambiente, principalmente as regiões responsáveis pela produção de água que abastece nossas cidades e o Estado. Além da repressão, essas ações orientam a população sobre locais regulares para construção, contribuindo para a preservação ambiental para as futuras gerações”, finaliza.



