A Polícia Federal prendeu nesta manhã o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, durante nova fase da Operação Sem Desconto, que apura descontos associativos indevidos em aposentadorias e pensões. Ele foi indicado para o cargo pelo governo Lula (PT), em julho de 2023, e demitido em abril de 2025, quando a PF apontou uma fraude com valor estimado de R$ 6,3 bilhões envolvendo o INSS.
Também foram alvos de busca e apreensão o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o deputado estadual Edson Araújo (PSB-MA).
As medidas foram autorizadas pelo ministro do STF André Mendonça, relator do caso.
No total, a PF informa que são cumpridos 63 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva nos estados do Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e no Distrito Federal. Os nomes dos alvos não foram divulgados.
“Estão sendo investigados os crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial”, disse a PF em nota.
O que diz a defesa de Stefanutto
“Trata-se de uma prisão completamente ilegal, uma vez que Stefanutto não tem causado nenhum tipo de embaraço à apuração, colaborando desde o início com o trabalho de investigação”, declarou Miranda, em nota.



